A outra

Ela acordou nua e percebeu estar no meio de um enorme e luxuoso salão, de certo, pertencia a ala nobre de uma mansão opulenta, pensou. Um chandelier de cristal iluminava a sua cama e refletia luz suficiente para decifrar algumas formas na escuridão. Ela era incapaz de mensurar a dimensão do cômodo que lhe aprisionava, a não ser por uma outra cama ao fundo, que era igualmente pouco iluminada.

Estava amarrada. O leito era forrado de cetim vermelho sangue, suas mãos atadas acima da cabeça estavam frias. Suas pernas presas, trêmulas e escancaradas expunha a sua boceta seca. Gemeu de desconforto, mas fora ignorada. Alerta, escutou um grunhido sufocado que suspeitava vir da cama ao fundo, o som lembrava uma orgia, identificou um gemido isolado que sucedeu uma chicotada inflamada em carne nua. Uma onda de pânico tomou sua alma, mas resolveu esperar, imóvel e aflita.

Vinte e sete. Era esse o número que não saia de sua cabeça, olhando ao redor esforçava-se em buscar a sua última lembrança. Sim, ela sabia, ela sabia de fato que seria a próxima. Seria oferecida para vinte e sete homens, e, que este era o seu desejo ou um preço à se pagar. Se desejo fosse, seria o mais depravado e o último deles.

Rendida se entregou á espera, que fora interrompida pelo silêncio seguido de passos em sua direção. A luz que lhe iluminava, se intensificou, ressaltando a sua pele alva e o vermelho dos seus mamilos eretos. Na mesma proporção a escuridão se expandiu limitando sua visão somente para o diâmetro da cama acetinada. Prendeu a respiração momentaneamente, até sentir a presença dos vinte e sete homens ao seu redor. Ameaçou falar, mas logo foi repreendida com um gag enfiado á força em sua boca. Estava sozinha, exposta e rodeada de muitos. Estava vulnerável como jamais esteve. Estava gostando.

O som abafado dos gemidos havia cessado, e fora substituido pela estimulação umida da masturbação simultanea de vinte e sete caralhos. Sentiu a proximidade de alguns ao ser tocada, analisada e cheirada. Sua boceta respondeu deixando marcas umidas no lençol, sim , estava molhada e cada um lhe enfiava o dedo para apreciar o seu gosto. Mesmo amordaçada, gemeu em súplica para ser fodida, ao invés, entretanto, sentiu o seu rosto arder de um tapa que não antecedeu. Sem emitir nenhum som, estremeceu, lacrimejou e cedeu ao seu papel de protagonista de um espetáculo que não compreendia.

Aguardou tesa e inebriada pelo aroma de tantos caralhos à sua volta, esperava pelo momento que seria coberta de porra. Porra de muitos. Desejava misturá-la e introduzí-la em todos os seus orifícios. Mas, não pôde se conter, a vibração oscilante das punhetas em conjunção com as respirações ofegantes, fizeram as suas entranhas se contorcerem, sua boceta latejava e seu corpo se revirava em agonia. Agora, ela precisava ser fodida, e queria todos eles dentro dela. Desafiando em protesto, resolveu chantageá-los e fechou as pernas.

Os vinte-e-sete, se foram, um por um. Abandonada e confusa sentiu o frio do cetim, sentiu a luz limitada que trazia a escuridão e novamente escutou um som abafado, desta vez porém, de vários homens à gozar. Na cama de outra.

 

 

15 Respostas para “A outra”


  1. 1 orgasmosmultiplos Junho 25, 2008 às 11:04 am

    Não creio nisso.

    É muita crueldade.

    Que homens malvados!

  2. 2 Soul yours Junho 25, 2008 às 12:31 pm

    Conheço o sentimento, amar uma e gozar na cara da outra.

  3. 4 Sedotec Junho 25, 2008 às 5:10 pm

    Gostei do estilo.
    Vamos escrever juntos?

  4. 5 Macaco Junho 25, 2008 às 7:07 pm

    Tenho certeza de que eles se foram porque ela sabia o que era um “chandelier”. Mulher que sabe o que é um “chandelier”, repara nele enquanto está nua, amordaçada e amarrada numa cama alheia, não merece ser currada. Não mesmo.

  5. 6 So passando Junho 26, 2008 às 4:58 pm

    Fetichista!

  6. 7 Manyukeh Junho 26, 2008 às 5:07 pm

    Leitores fudecos,

    Gosto de escrever só, não crio regras e sigo fielmente o meu estado de humor. (rimou! dãh!)

    Eu não sou fetichista o suficiente, para ser chamada de tal, mas bem que eu gostei.

    Goze na cara daquela que vc ama! isso vale uma campanha…

    Crueldade é o que estão fazendo comigo aqui, neste exato momento!

    Olha, se o chandelier for um desbunde, é capaz de eu nem olhar pra outra coisa…rs

  7. 8 Macaco Junho 26, 2008 às 10:43 pm

    Poxa, você me adicionou? Que honra! Sou seu fã, e hoje passei uma hora – juro! – lendo os posts pelo seu índice: anal, humilhação, bdsm.

    Estou tão feliz que vou até comprar um “chandelier”! :)

    Pode me classificar como pornógrafo de esquerda.

  8. 9 misterangel Junho 26, 2008 às 11:51 pm

    eu fico imaginando… de onde ela tira isso???
    maravilhoso, perfeito, perverso, sacana… lindo

    arrasou mais uma vez

    with love

    mister angel.

    tks pela visita!!!

  9. 10 Vanderdecken Junho 27, 2008 às 6:45 am

    Encontrei o seu blogue através do da sarinha. Gostei muito. Vou adicioná-lo à minha lista de blogues no Rubáiyát, onde a convido desde já a visitar-me.

  10. 12 A Outra Junho 27, 2008 às 9:21 am

    Quando eu li o título, achei que fosse me identificar…

    Mas eu prefiriria ser a primeira, nesse caso. E não fecharia as pernas. :P

    bjssss

  11. 13 rose Junho 28, 2008 às 1:33 am

    .

    (eu tbém não fecharia as pernas)

    .

  12. 14 Fetishboxxx Junho 30, 2008 às 9:27 pm

    Bata na cara daquela que vc ama.

  13. 15 Erotic Woman Agosto 10, 2008 às 5:10 pm

    quentíssimo, hein! gostei demais.

    beijocas


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